Paraná Cooperativo

Informe Diário nº 2679, Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011
Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR - Apoio: Getec

MAPA: Ministro garante incentivo ao cooperativismo

Em audiência com lideranças do cooperativismo, na última quarta-feira (14/09), em Brasília (DF), o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, disse que pretende fortalecer economicamente o cooperativismo agropecuário brasileiro, intensificando a oferta de crédito, por meio de parcerias com o Banco do Brasil e outras instituições. “Quero que o incentivo à prática cooperativista seja uma das marcas da minha gestão no Ministério da Agricultura”, enfatizou.

Indicadores - Na avaliação do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o compromisso firmado por Ribeiro confirma o importante papel das cooperativas, econômica e socialmente, no desenvolvimento do país, no campo e nas cidades. Durante a reunião, Freitas destacou indicadores que retratam esse cenário, como a participação do segmento na produção agropecuária do país. “Praticamente 50% de tudo que é produzido internamente passa, de alguma forma, por uma cooperativa”, disse. 

Receptividade - “O encontro com o ministro foi muito produtivo e sentimos grande receptividade em relação às demandas que foram apresentadas”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, que também participou da audiência. Entre os temas em pauta, estiveram o Programa de Capitalização das Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). Mendes Ribeiro afirmou que vai entrar em contato com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, para pedir a suplementação da dotação orçamentária em função do comprometimento dos recursos para capital de giro, conforme o Aviso 14/2011 do próprio BNDES. 

Código Florestal - Também foi tratado sobre o novo Código Florestal Brasileiro. Na oportunidade, o ministro recebeu os documentos elaborados pela Ocepar e OCB, com as propostas do cooperativismo ao aperfeiçoamento da legislação ambiental. Os dirigentes cooperativistas ainda falaram a respeito do Ano Internacional das Cooperativas, 2012, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). O ministro da Agricultura também confirmou sua participação na abertura do 3º Seminário da Frente Parlamentar do Cooperativismo – Desafios e Perspectivas para o Ramo Agropecuário, que a OCB e a Frencoop promovem no próximo dia 28 de setembro, no Senado Federal.

Presenças - Além dos presidentes da OCB e da Ocepar, estavam presentes o superintendente e a gerente de Relações Institucionais da OCB, Renato Nobile e Tânia Zanella, respectivamente, e o presidente da organização estadual do Ceará, João Nicédio Nogueira. Representando a Frencoop, participaram o presidente, senador Waldemir Moka, e o coordenador político, ex-deputado Odacir Zonta. (Com informações da OCB)

 

ANÁLISE: Câmbio e mercado de soja

Os profissionais da gerência técnica e econômica do Sistema Ocepar, Gilson Martins e Robson Mafioletti, elaboraram uma análise comparativa que mostra a relacão entre as taxas de câmbio e as cotações de soja no período de 15 de agosto a 15 de setembro. Confira abaixo: 

Os movimentos financeiros mundiais afetaram as cotações de commodities agrícolas no mercado internacional no último mês. A crise na Europa ocasionou uma procura internacional maior do dólar, em detrimento de uma menor procura pelo Euro. Assim, observou-se uma valorização do dólar ante ao euro nos últimos dias e, por consequência, também ante ao Real brasileiro.

A cotação da soja, que se mantinha em patamares elevados nos últimos meses, apresentou tendência de queda desde o dia 30 de agosto, quando atingiu o valor de US$532,32 por tonelada. No dia 15 de setembro a cotação de soja atingiu US$ 499,25. Uma das razões para essa queda é a valorização do dólar americano, tendência observada também desde o final do último mês.

Em condições normais de oferta e demanda, pode-se dizer que sempre que há valorização de moedas usadas nas transações internacionais, nesse caso, o dólar, há também um movimento de desvalorização de commodities, nesse caso a soja. Na prática, para um país como o Brasil, exportador líquido de commodities, as desvalorizações das cotações das mesmas tendem a ser compensadas pela valorização da moeda internacional. 

Gráfico: Relação entre as taxas de câmbio e as cotações de soja (de 15/08 a 15/09) 

Fonte: CMA / Elaboração: Getec/Ocepar

*cotações CBOT

 

BATAVO: Frísia amplia industrialização do leite

O governador do Paraná, Beto Richa, inaugurou, nesta quinta-feira (15/09), em Ponta Grossa, a Frísia, Unidade de Beneficiamento de Leite da Cooperativa Batavo, construída às margens da PR-151, na região Norte do Município. A solenidade foi acompanhada pelo prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, pelo presidente da Cooperativa Batavo, Renato Greidanus, por secretários de estado, deputados estaduais e federais, associados da cooperativa e convidados. O Sistema Ocepar foi representado pelo superintendente José Roberto Ricken e pelo diretor Jorge Karl, que também é presidente da Cooperativa Agrária. 

Investimento - O presidente da Cooperativa Batavo, Renato Greidanus, destacou no evento que o investimento na Unidade de Beneficiamento de Leite soma R$ 60 milhões, sendo que R$ 40 milhões foram investidos numa primeira fase e cerca de R$ 20 milhões serão aplicados num segundo momento. “Cinquenta por cento do que foi investido na fábrica pertence aos associados da cooperativa Batavo. Eles também são os donos do empreendimento e participarão dos resultados da empresa. Com isso, vamos melhorar a distribuição de renda dos associados”, disse. 

Emblemática - Para o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, a inauguração da unidade é emblemática porque marca a nova fase da Batavo,que reforça a produção e a agregação de valor à produção. “Essa iniciativa é digna de louvor por parte do governo do Paraná pois representa um retorno dos produtores às suas origens”, disse. Já o superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, destacou durante a solenidade que o sistema cooperativista é responsável por quase 60% de tudo o que é produzido no Paraná. “O mais importante nesse contexto é que todos os resultados obtidos na Frísia voltam para Ponta Grossa e região, pois a cooperativa reinveste no endereço dela, possibilitando que os produtores possam investir ainda mais em suas propriedades”, frisou. 

Competência e união – O prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, disse que, quando se pensa na Cooperativa Batato, se associa o nome à competência e união. “Esse empreendimento é um orgulho para Ponta Grossa e para a região dos Campos Gerais”, ressaltou. O governador Beto Richa não comediu palavras para definir a nova fase do Paraná. “O Estado tem terras férteis e um povo ordeiro e trabalhador. Queremos que o Paraná volte a ser respeitado pelo Brasil e tenho, juntamente com minha equipe, me dedicado a fazer o melhor pelo Estado, apesar das condições adversas”, afirmou. Conforme Beto, novos investimentos em educação, segurança – recentemente mais de dois mil novos policiais militares foram contratados – e infraestrutura, envolvendo melhorias em rodovias e no Porto de Paranaguá, por exemplo, estão sendo feitos. “Além disso, apostamos também no programa Paraná Competitivo que é de fundamental importância para que o Estado atraia novos investimentos”, citou. (Jornal da Manhã)

 

COPAGRIL: Cooperativa promove reunião anual de avicultores

A Copagril realiza, sexta-feira (16/09), a Reunião Anual dos Produtores de Aves da cooperativa, com início previsto às 13h30, tendo como local a Igreja de Deus, de Marechal Candido Rondon, no Oeste do Estado. A abertura do evento será feita pelo diretor presidente da cooperativa, Ricardo Sílvio Chapla, que explanará sobre o atual momento do fomento aves na Copagril, no mercado nacional e internacional. A partir das 14h acontece a primeira palestra, "Importância da Fermentação da Cama na Avicultura", proferida pelo médico veterinário e consultor técnico, Anderson Veiga. A segunda palestra às 15h será sobre o "Manejo de ambiência no verão", com Tuffi Bichara, zootecnista e consultor técnico. Encerrando o ciclo de palestras, o engenheiro agrícola e assessor ambiental da Copagril, Dimas José Detoni vai explanar o "Programa de coleta de embalagens de medicamentos", abordando a importância e os cuidados com o uso e descarta destes materiais.

Premiação - Após a última explanação será feita entrega da premiação dos melhores produtores em índice de eficiência produtiva e sorteio de brindes entre os presentes. "Vale ressaltar que os associados integrados que assinarem a lista de presença até às 13h30 poderão concorrer aos dois sorteios de brindes. No primeiro: Balança eletrônica, jogos de facas e um forno elétrico e no segundo sorteio um notebook", comenta o gerente do departamento de produção pecuária da Copagril, Udo Herpich. (Imprensa Copagril)

 

COCAMAR: Pescaria integra público feminino

Quarenta e cinco coordenadoras de núcleos femininos e colaboradoras responsáveis por esse trabalho em unidades da Cocamar, participaram nessa semana, entre os dias 12 e 14, de uma pescaria promovida na Pousada Mãe D’Água, em Presidente Epitácio (SP), para fortalecer o relacionamento entre o pessoal. Para Olga Catarina Fantin Ancelmo, cooperada há dois anos em Altônia, a viagem foi uma oportunidade para trocar experiências e informações com as coordenadoras de grupos mais antigos. “O nosso não tem nem um ano e tudo que ouvi nas conversas vai servir de ideia para planejar as atividades”, diz. A auxiliar administrativa da unidade de Paiçandu, Rithele Vignoto, comentou que os objetivos foram atingidos: “Ampliou o relacionamento entre as coordenadoras”. Além de pescar, as participantes fizeram passeios de escuna e outras atividades recreativas. 

Núcleos em atividade - São 25 núcleos em atividade com a participação de mais de 550 cooperadas e esposas de cooperados, informa a coordenadora de Relação com o Cooperado, Cecília Adriana da Silva. (Imprensa Cocamar)

 

LEGISLAÇÃO I: OCB e Frencoop alinham demandas com deputado Osmar Serraglio

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) reuniram-se nesta quinta-feira (15/09), com o deputado Osmar Serraglio (PR), representante da Área Tributária da Frente. Na pauta, demandas importantes do setor no Congresso Nacional e no Poder Executivo, principalmente no âmbito de atuação da Receita Federal.

Tema principal - Como tema principal, a OCB demonstrou a necessidade de retomar as discussões com o Governo em torno do Projeto de Lei Complementar 271/2005, que regulamenta o adequado tratamento tributário às relações entre associados e cooperativas. Foi enfatizada a urgência do processo, que garantirá a correta incidência tributária e o respeito ao sistema operacional das cooperativas, definindo o conceito de ato cooperativo, que está pendente desde a Constituição Federal de 1988, trazendo uma grande insegurança jurídica para o cooperativismo brasileiro.

Compromisso - O deputado recebeu os materiais da OCB e colocou-se à disposição, compromentendo-se a  auxiliar nas demandas do setor, tanto com o Relator do PLP 271/2005, quanto com a Receita Federal em matérias relacionadas à diminuição da base de cálculo do Imposto de Renda sobre os rendimentos de aplicação financeira, à Tributação do Ramo Produção e à contribuição de PIS/COFINS sobre a cadeia de rações.

PLP 271/2005 – A proposição, que consta da Agenda Legislativa do Cooperativismo 2011, foi aprovada em 2009 na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), da Câmara dos Deputados, com parecer favorável às demandas do Sistema OCB. No momento, aguarda parecer do deputado Pepe Vargas (RS) na CFT, para então seguir para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e do Plenário da Casa. (Blog OCB no Congresso)

 

LEGISLAÇÃO II: Fórum de Aspectos Legais debaterá tributação para cooperativas

O Fórum de Aspectos Legais do Cooperativismo, promovido pela Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo e unidade estadual do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Ocesp/Sescoop-SP), que acontece nesta sexta-feira (16/09), traz, em sua 10ª edição nacional e 4ª internacional, o tema “Pelo Adequado Tratamento Tributário ao Ato Cooperativo”. Encerrando os debates e representando a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no evento, o coordenador jurídico Adriano Alves fará um panorama sobre o atual estágio da interlocução entre a organização e o Congresso Nacional, abordando a importância da postura da OCB em acompanhar os avanços efetivados nos poderes Executivo e Judiciário. O evento está sendo realizado no Hotel Tivoli São Paulo – Mofarrej, Alameda Santos, 1437.

Visão da OCB - Adriano explica que, como o jurídico da OCB está sempre envolvido nas discussões com o poder Executivo, Ordem dos Advogados, Ministério da Fazenda e com o próprio Judiciário, o Fórum de Aspectos Legais será mais uma oportunidade para mostrar a esse público a visão da OCB sobre todos esses relacionamentos. “É muito importante mostrarmos aos representantes dos órgãos do Governo que a OCB está atenta, sempre acompanhando as ações realizadas, além de ser mais uma oportunidade para sensibilizarmos os dirigentes para as características específicas que envolvem a tributação das cooperativas”, afirmou Adriano. 

Projetos em tramitação - Atualmente, tramitam dois importantes projetos de lei que versam sobre a tributação das sociedades cooperativas. Um deles é o PL 3.723/2008, de autoria do Poder Executivo, que visa a regulamentar o tratamento tributário aplicável a cada ramo do cooperativismo. No Fórum de Aspectos Legais, essa visão será apresentada pelo Auditor da Receita Federal, João Hamilton, que exerce a função de Coordenador de Tributos sobre a Produção e o Comércio Exterior da Coordenação-Geral de Tributação.

PLP 271 - O outro projeto de lei é de autoria do deputado federal paranaense Luiz Carlos Hauly, o PLP 271/2005. No Fórum, essa visão será apresentada pelo advogado Demetrius Nichele Macei, doutorando em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Logo após os dois painéis, haverá um debate com a participação dos palestrantes. (Informe OCB)

 

AGENDA PARLAMENTAR: Confira os resultados de agosto no Congresso Nacional

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) divulgaram o Relatório Mensal de atividades pertinentes às cooperativas no Congresso Nacional, relativo ao mês de agosto. 

Clique aqui e confira o documento. 
 

COMÉRCIO EXTERIOR: Exportações do agronegócio atingem US$ 88,3 bilhões

As exportações do agronegócio brasileiro nos últimos 12 meses (setembro/2010 a agosto/2011) alcançaram mais um recorde de valor, atingindo a cifra de US$ 88,3 bilhões. O resultado significou crescimento de 24,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Célio Porto, os recordes de exportação devem ser mantidos até o fim do ano. O resultado positivo levou ao aumento do superávit comercial que chegou a US$ 71,9 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses. 

Destinos - Em relação aos principais destinos das exportações brasileiras, a China apresenta importância crescente. O país asiático foi o destino de 15,3% de todas as exportações do agronegócio brasileiro no acumulado dos últimos 12 meses (US$13,5 bilhões). Também tiveram crescimento positivo o Japão (50,1%), a Arábia Saudita (41,3%) e a Espanha (41,1%). A Ásia permanece como destaque em relação aos blocos econômicos para onde se destinam as exportações brasileiras, com participação de 29,9% no último ano. A União Europeia ficou em segundo lugar, com 26,7%, e o Oriente Médio, em terceiro, com 9,8%. 

Produtos - Os produtos mais exportados no período foram o complexo soja, com exportações totais de US$ 21,5 bilhões, e o complexo sucroalcooleiro, com vendas de US$ 15,6 bilhões e uma variação positiva de 28,2% quando comparados com os números do ano anterior. As carnes aparecem na terceira posição, com o valor exportado de US$ 14,8 bilhões e um crescimento de 12,1% no último ano. O café (63,1%), os cereais, as farinhas e preparações (127,7%) e os sucos de fruta (41,1%) também tiveram resultados expressivos de exportações no acumulado dos últimos doze meses.

Agosto - No que se refere ao mês de agosto, houve um incremento de 34,7% em comparação ao mesmo mês de 2010. Só nesse período, as exportações atingiram US$ 9,8 bilhões, resultando em superávit de US$ 8,3 bilhões, em agosto.

Aumentos recordes - Os aumentos e recordes nas vendas ao mercado externo de produtos agrícolas no mês de agosto/2011 foram possíveis graças a alguns produtos, em especial, o complexo soja (que passou de US$ 1,661 bilhão, em 2010, para US$ 2,550 bilhões, em 2011), o complexo sucroalcooleiro (US$ 1,489 bilhão em 2010; e US$ 2,162 bilhões em 2011), os cereais, farinhas e preparações (passaram de US$ 243 milhões, em 2010, para US$ 528 milhões, em 2011) e o café (de US$ 531 milhões, em 2010, para US$ 790 milhões, em 2011). Esses quatro setores foram, sozinhos, responsáveis por US$ 2,1 bilhões dos US$ 2,5 bilhões totais em incremento das exportações no mês.

África - Na análise por destinos, houve um forte crescimento, de 64%, das vendas para os países africanos, o que fez com que o continente ultrapassasse o Nafta – zona de livre comércio entre Estados Unidos, México e Canadá – como importador de produtos do agronegócio brasileiro. Também aumentaram os valores exportados para Ásia (crescimento de 59%), África (63,9%), Oriente Médio (32,7%) e Nafta (28,0%). 

China - Em relação aos países, a China manteve-se como o maior mercado importador de produtos do agronegócio brasileiro, com crescimento de 76,5% compras. As vendas para esse destino representavam 14,7% do total das exportações brasileiras em agosto de 2010, participação que subiu para 19,3% em agosto de 2011. Também registraram crescimento as vendas para a província chinesa de Taiwan (132,8%) e para a região especial administrativa de Hong Kong (122,1%). Outros países que tiveram destaque positivo no aumento das compras foram Egito (102,6%), Argélia (101,3%), Irã (77,4%) e Arábia Saudita (73,0%). (Mapa)

 

ABASTECIMENTO: Estado firma parceria para instalar Ceasa em Ponta Grossa

O município de Ponta Grossa vai ganhar uma Central de Distribuição e Comercialização para viabilizar a distribuição de produtos hortifrutigranjeiros na região dos Campos Gerais. Um termo de cooperação para a instalação da unidade foi assinado nesta quinta-feira (15/09) pelo secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, pelo prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, e pelo presidente da Ceasa-PR, Luiz Damaso Gusi, durante a abertura oficial da 34ª Exposição Feira Agropecuária Industrial e Comercial de Ponta Grossa (Efapi 2011). 

Acordo - Pelo acordo, a Secretaria do Estado da Agricultura e Abastecimento e a Ceasa vão organizar o sistema de compra e venda de produtos e a prefeitura vai ceder o terreno, a infra-estrutura necessária ao empreendimento e os recursos humanos para o funcionamento da central. 

Pleito - De acordo com Ortigara, a parceria atende a um pedido antigo da região. O secretário disse que a unidade vai atender tanto os produtores, que ganham um canal de comercialização para seus produtos com o aval do governo do Estado, quanto os consumidores da região, que poderão comprar alimentos saudáveis e seguros.

Atividades - O presidente da Ceasa-PR, Luiz Damaso Gusi, explicou que a Central de Distribuição e Comercialização de Ponta Grossa vai reunir atividades de compra e venda de produtos hortifrutigranjeiros, flores, mudas e insumos agrícolas. Para isso, vai contar também com o apoio da Emater na organização dos produtores. Conforme o termo de cooperação técnica, a Seab vai coordenar as atividades de integração entre os participantes, mobilizar os agentes de comercialização e oferecer as informações necessárias para a elaboração do projeto técnico e operacional. A Ceasa-PR, por sua vez, vai realizar estudos de viabilidade técnica e econômica, promover o intercâmbio entre os mercados atacadistas em funcionamento no Paraná, coordenar cursos de capacitação, além de coordenar e monitorar pesquisas de preços dos produtos comercializados na área do atacado. (AEN)

 

FEIJÃO: Área cultivada deve diminuir 12% no Paraná

Na safra das águas 2011/12, a área cultivada com feijão no Paraná deve sofrer uma redução de 12% em relação à safra anterior. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), a área ocupada com a cultura deve ser de 303,4 mil hectares na primeira safra paranaense, o que indica uma redução de 41,6 mil hectares em comparação à safra 2010/11, quando foram plantadas 345 mil hectares com feijão no Estado.

Milho - A economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Tânia Moreira, explica que a diminuição é consequência do aumento da área plantada com milho. ''Com preço favorável, a área de milho verão deverá crescer 15%'', argumenta. Com isso, a produção de feijão no Paraná deve sofrer redução de 5% em comparação à safra 2010/11. A safra das águas 2011/12 no Estado é estimada em 504,6 mil toneladas, diante das 533,4 mil toneladas anteriores. 

Preços - Neste mês, com início da entressafra, os preços médios pagos aos produtores paranaenses tiveram ligeiro aumento. ''Mas esse preço elevado não chega ao produtor, que não tem feijão para vender agora. O aumento serve como um incentivo para o plantio de feijão'', explica Tânia. (Folha de Londrina)

 

SOJA I: Cultura em franca expansão no Paraguai

O Paraguai caminha para colher no próximo ano uma safra de soja de 9 milhões de toneladas, o que deve confirmar o país como o palco de uma das maiores expansões proporcionais de produção da oleaginosa no mundo, o que já o coloca como o quarto exportador mundial. O crescimento da produtividade, que atingiu este ano 2.917 quilos por hectare, apenas 100 quilos a menos que o Brasil, é a principal alavanca.

Maior da história - A safra passada (2010/11) já foi a maior da história. A colheita alcançou 7,4 milhões de toneladas, mais que o dobro do volume colhido em 2000 (3,5 milhões de toneladas). "A perspectiva de crescimento para a próxima safra [2011/12] é de 20%, já que a área semeada deve atingir 3 mil hectares", comentou o produtor rural Luis Cubillas, assessor técnico da associação paraguaia de produtores (Capeco). Do total da safra passada, 5,5 milhões de toneladas foram exportadas, ante as 2,1 milhões que saíram do Paraguai em 2006. A expansão não tem relação com a demanda chinesa. O país não exporta para a China e 54% de suas vendas têm a União Europeia como destino. 

Impacto - Com a alta das cotações do produto, o impacto na economia local desta explosão da soja foi direto, com grande influência sobre o crescimento do PIB paraguaio no ano passado, que foi de 15,3% - o maior da América Latina. A vitalidade do mercado é tão grande que fez com que os agricultores do país até se beneficiassem de medidas restritivas às exportações paraguaias tomadas nos últimos anos pela Argentina e pelo Brasil.

Ampliação das bases - A decisão argentina de proibir que a indústria esmagadora importasse soja paraguaia para moer no país, em 2009, fez com que a indústria de óleos ampliasse suas bases no Paraguai. "A capacidade de esmagamento hoje é de 6,5 mil toneladas diárias. Dentro de dois anos, esse número vai para 14,5 mil toneladas", afirmou o diretor da associação da indústria de óleos vegetais do Paraguai (Cappro), Eduardo Tessari, que também é o diretor comercial da Louis Dreyfus no país.

Investimentos - É a Louis Dreyfus que está fazendo um dos dois maiores investimentos no segmento no Paraguai, com a montagem de uma nova unidade com capacidade de esmagamento de 4 mil toneladas diárias. Atualmente, a empresa esmaga 530 toneladas. Com a nova fábrica, que consumirá aproximadamente US$ 150 milhões em sua implantação, a múlti de origem francesa será a maior esmagadora no Paraguai. Sem presença no país até este ano, a ADM também está montando uma unidade para moer 3,3 mil toneladas. Tessari calcula o investimento total da indústria esmagadora no Paraguai em cerca de US$ 400 milhões. 

Modal alternativo - Já o Brasil fez com que o Paraguai desenvolvesse um modal alternativo para o escoamento da safra, desde que o então governador paranaense, hoje senador Roberto Requião (PMDB), passou a impedir o embarque de soja transgênica pelo porto de Paranaguá, em 2004. O escoamento da safra paraguaia por terra em um primeiro momento desceu a quase zero e o país resgatou a estrutura da hidrovia Paraná-Paraguai. Usa atualmente 27 portos fluviais, sendo 16 no rio Paraná e onze no Paraguai. Hoje, 80% do escoamento se faz pelo rio. Cerca de 1 milhão de toneladas serão escoadas este ano pelo porto paranaense. 

Fôlego curto - Mas a "explosão" da soja no Paraguai tende a ter fôlego curto. "Ainda restam de 500 mil a 1 milhão de terras agricultáveis para incorporar e os problemas com movimentos sociais são crescentes", comentou Tessari, que prevê um incremento de apenas 2% na produção a partir de 2012. "Com muito otimismo, pode se pensar em uma produção de 14 milhões de toneladas em 2020, mas a expansão esbarra na resistência violenta de grupos organizados", afirmou ao Valor o transportador paraguaio Pablo Ferres. (Valor Econômico)

 

SOJA II: Menos valor agregado nas exportações argentinas

O perfil exportador da Argentina na cadeia da soja nos próximos anos deverá se aproximar do modelo brasileiro, que agrega menos valor às exportações. Para a indústria de óleos vegetais no país, que mantém na região de Rosario o segundo maior parque esmagador de soja no mundo, o mercado interno passará a ser um vetor importante de crescimento, com o desenvolvimento do biodiesel. 

Cenário - O panorama pessimista foi traçado nesta quinta-feira (15/09) pelo diretor executivo da associação da indústria de óleo vegetal argentina (Ciara), Alberto Rodríguez, durante um Congresso da cadeia de soja em Rosario. Hoje, a Argentina consegue um rendimento superior ao brasileiro com as exportações do setor, devendo faturar este ano cerca de US$ 26 bilhões, ou 30% do total das vendas argentinas ao exterior, graças ao fato de o país industrializar 81,1% da produção.

Safra - Este ano, a safra será de 49 milhões de toneladas e a safra 2011/12 deverá atingir 53 milhões, segundo levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A Argentina é o terceiro maior produtor de soja do mundo, depois de Estados Unidos e Brasil.

Fatores - O perfil já está mudando em função de dois fatores: o crescimento de vendas para a China e a elevação dos custos de produção. "Nos últimos quatro anos, o dólar teve correção da ordem de 40%, mas os salários subiram 348% e a energia elétrica, 155%. A margem bruta caiu 66% e a líquida, 106%", afirmou Rodríguez. 

China - A China limitou compras de óleo e farinha de soja da Argentina há dois anos, como forma de fomentar a industrialização nacional. As exportações de óleo argentino despencaram de US$ 2,2 bilhões em 2007 para apenas R$ 264 milhões em 2010. O uso da capacidade instalada do parque esmagador de 172 mil toneladas de soja por dia caiu de 82,8% para 76,1% entre 2007 e 2010. A capacidade de esmagamento chinesa já supera a da Argentina, com 242,4 mil toneladas diárias. "Este aumento da capacidade lá vai se traduzir aqui com a exportação cada vez maior de grãos", comentou.

Biodiesel - Internamente, o biodiesel é uma saída. A produção já supera 1 milhão de toneladas e deve chegar a 3,5 milhões de toneladas até 2015. "O esmagador terá outra opção e o biodiesel será uma fortaleza fantástica", afirmou o presidente da Associação Argentina da Cadeia da Soja (Acsoja), Miguel Calvo.

Padrão alimentar - Conforme ele, outro fator importante é a mudança do padrão alimentar argentino. O consumo de carne de frango dobrou nos últimos oito anos para 38 quilos per capita ano. "A Argentina exporta 90% de seu farelo de soja, distante do Brasil que destina 40% ao mercado interno. Mas a tendência de crescer segue na mesma proporção do aumento do consumo de aves e agora de carne de porco, já que reduziram-se as importações de carne brasileira". (Valor Econômico)

 

CEREAIS: Índia libera estoques e amplia a oferta global de arroz e trigo

As exportações indianas de arroz sacudiram os mercados mundiais ao recuperar o espaço perdido após três anos de ausência e desafiar a liderança da Tailândia, cujos planos de aumentar os preços do cereal ameaçava elevar a inflação de alimentos. A Índia, que também permitiu exportações de trigo pela primeira vez desde 2007, somará seus grãos ao excesso de oferta global, o que poderá colocar pressão sobre os preços do cereal.

Exportação irrestrita - Na semana passada, o país permitiu a exportação irrestrita de 2 milhões de toneladas de trigo e arroz comum, já que os estoques indianos chegaram a níveis incontroláveis, o que obrigou as autoridades nacionais a permitir vendas externas.

Compradores - A iniciativa de Nova Déli de exportar variedades de arroz que não o basmati e outras mais baratas não poderia ter chegado em melhor momento para os compradores. O grão alcançou seu nível mais alto em três anos na expectativa de uma intervenção do novo governo tailandês. O plano da Tailândia ameaça elevar os preços globais dos alimentos - que permaneceram altos em agosto -, sustentados por um quadro preocupante de baixa oferta e estoques de cereais, segundo advertiu a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

FAO - O índice de alimentos da FAO recuou para 231,1 pontos em agosto, menos de um ponto desde julho e apenas 3% abaixo da máxima histórica de fevereiro. A Índia, que historicamente vendia entre dois e três milhões de toneladas de arroz por ano para outros países da Ásia, do Oriente Médio e da África antes de proibir as vendas em 2008, poderia enviar até quatro milhões de toneladas, enquanto a Tailândia está longe do mercado. "A Índia está bem posicionada para minar os fornecedores da Tailândia e do Vietnã", disse Darren Cooper, economista do Conselho Internacional de Cereais. "Se a Tailândia prosseguir em sua política de intervenções e os agricultores venderem quantidades significativas para o governo tailandês, a Índia poderá vender muito no mercado internacional", acrescentou. 

Aquisições - Os compradores internacionais já começaram a adquirir arroz da Índia, com vendas de pelo menos 100 mil toneladas desde o anúncio da semana passada. "O arroz indiano é muito, muito competitivo", disse Vijay Setia, presidente da Associação de Exportadores de Arroz da Índia, uma organização da indústria composta por 82 exportadores e produtores. "Uma resposta estimulante dos compradores pode levar a mais exportações da índia", complementou.

Vietnã - Apesar da oferta maior da Índia, outros grandes produtores de arroz, como o Vietnã, podem ter a safra atual prejudicada - se não arruinada - pelas enchentes que há semanas assolam o país, informou o governo vietnamita. (Reuters / Valor Econômico)

 

CARNES: Rússia veta produto de mais quatro frigoríficos brasileiros

Mais quatro unidades frigoríficas brasileiras estão proibidas de exportar seus produtos para a Rússia a partir do dia 26 de setembro. O Serviço Sanitário da Rússia (Rosselkhoznadzor) suspendeu, ainda no dia 12, temporariamente as importações de carne bovina da Frigol S.A (SIF 2960), localizada em Lençóis Paulista (SP), da planta de carne bovina da Marfrig (SIF 4334), localizada em Rolim de Moura (RO), de carne bovina da Minerva (SIF 431), localizado em Palmeiras de Goiás (GO), e uma planta de aves do grupo Marbella (SIF 1194), localizada em Amparo (SP), O motivo foi da suspensão foi presença de resíduos de infecção bacteriana por listeria na planta da Frigol e Mabella, resíduos do antibiótico tetraciclina na Minerva e oxitretraciclina na planta da Marfrig. (Valor Econômico)

 

OGM I: CTNBio decide aprovar feijão transgênico da Embrapa

Em clima de embate, o feijão geneticamente modificado desenvolvido pela Embrapa foi aprovado nesta quinta-feira (15/09) em reunião plenária da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). É o primeiro produto agrícola transgênico aprovado comercialmente totalmente produzido por instituições públicas brasileiras de pesquisa. Foram 15 votos favoráveis, duas abstenções, nenhum voto contra e cinco pedidos de diligências para mais testes antes da aprovação final.                                                                   

Mosaico dourado - O feijão, resistente ao vírus do mosaico dourado, só deve estar disponível aos produtores daqui a três anos, de acordo com o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Francisco Aragão, integrante da equipe de desenvolvimentos do novo transgênico. O próximo passo, segundo ele, será realizar ensaios no campo em diferentes locais.

Oposição - Na reunião, alguns membros da comissão se posicionaram contra a tecnologia e tentaram protelar a reunião sob argumentos de que ir em frente seria um "desrespeito" às normas de biossegurança. "Não entendo a pressa dessa comissão em aprovar a todo custo a tecnologia. Quais prejuízo teremos em perder uma colheita e fazer mais testes nos próximos meses? Assim, teremos certeza da segurança", disse o engenheiro Leonardo Melgarejo, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no colegiado. A votação havia sido suspensa na reunião do mês passado por pedido de vistas. 

Justiça - Após a confirmação do resultado, ONGs prometeram pedir na Justiça a proibição da comercialização do feijão. "O produto só foi estudado no Centro-Sul. A regra é que seja testado em todas as regiões em que será cultivado. Se ele for comercializado para ser plantado em outros biomas, vamos tentar impedir, assim como fizemos com o milho", disse o assessor técnico da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia (ASPTA), Gabriel Fernandes.

Paciência - O presidente da comissão, o geneticista Edilson Paiva, chegou a perder a paciência durante a exposição dos grupos contrários à liberação durante a reunião ao afirmar que os argumentos usados eram redundantes, antigos e ficavam "andando em círculos".

Crítica - Os relatores do processo avaliaram, na terça, véspera da plenária, documentos enviados por ONGs que contestavam os testes. Eles foram unânimes em afirmar que as informações recebidas não apresentavam novidades que poderiam mudar o desfecho do caso. Segundo eles, o documento tentaria dar "tom científico" às suas alegações, mas "possui erros graves na área científica". O presidente da CTNBio criticou a entrega "de última hora" do documento. "Por qual motivo ninguém entregou essa papelada nas audiências públicas?".

Testes - O feijão estava em testes havia mais de 10 anos. As pesquisas foram feitas em parceria por duas unidades da Embrapa, a Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Arroz e Feijão. (Valor Econômico)

 

OGM II: Portaria deve pôr fim ao excesso de sigilo em processos

Após reclamações de ONG's e membros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) sobre excesso de sigilo em processos de organismos geneticamente modificados, uma portaria publicada em junho deste ano alterou o procedimento para dar "mais transparência à análise e julgamento". Antes da nova regulamentação, a maioria dos documentos determinava sigilo a várias partes do processo. Até mesmo em folhas com algumas partes confidenciais, o restante do texto era restrito. 

Informações confidenciais - A nova norma determina que o presidente da comissão avaliará, depois dos pedidos das empresas, quais informações serão confidenciais. Para isso, ele poderá pedir consultoria de algum membro da CTNBio. A confidencialidade será autorizada caso contenha segredo industrial, informações não protegidas por patentes, sequências gênicas e DNA. Não será autorizado segredo sobre documentos na íntegra, conteúdo de domínio público ou já com registro de patente.

Processos - A regra atual divide processos recebidos em 2 volumes. "O primeiro contém informações públicas e o segundo, sigilosas. Durante a leitura das informações abertas, há referências aos trechos do 2º volume", defende o presidente da CTNBio, Edilson Paiva. (Valor Econômico)

 

COMMODITIES: Clima nos EUA derruba preços em Chicago

Sinais de que as quedas das temperaturas na porção nordeste do Meio-Oeste dos Estados Unidos não causarão problemas sérios às lavouras americanas determinaram a queda das cotações de soja, milho e trigo na quinta-feira (15/09) na bolsa de Chicago. Como os contratos futuros de segunda posição de entrega - normalmente os de maior liquidez - que estavam em vigor expiraram, o dia também foi de ajustes de posições por parte dos investidores.

Soja - No mercado de soja, os papéis para janeiro, que assumiram a segunda posição, encerraram o pregão negociados a US$ 13,7025 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos), em baixa de 23,50 centavos de dólar em relação ao seu fechamento na véspera - e não ao fechamento da segunda posição que estava em vigor até quarta (novembro). 

Milho - No caso do milho, março, que assumiu a segunda posição, fechou a US$ 7,1475 por bushel (25,2 quilos), queda de 23,25 centavos de dólar conforme a mesma lógica aplicada no raciocínio da baixa da soja. No trigo, finalmente, a nova segunda posição (março) fechou a US$ 7,3125 por bushel (27,2 quilos), desvalorização de 6,75 centavos de dólar em relação à véspera.

Trigo - No gráfico acima, o trigo aparece em alta porque os contratos de segunda posição que expiraram na quarta (dezembro) vinham sendo negociados em um patamar bem mais baixo do que os papéis para março. Para soja e milho, as diferenças eram menores. Na soja e no milho, as variações acumuladas da segunda posição em 12 meses são positivas - 30,2% e 40,6%, respectivamente, segundo o Valor Data. No trigo, é negativa (3,34%). (Valor Econômico, com Dow Jones Newswires)

 

SUSTENTABILIDADE: Empresas brasileiras querem criar fórum sobre biodiversidade

Os fornecedores de papel da editora alemã Axel Springer não devem cortar mais madeira do que podem replantar. A fabricante de chocolates Mars sabe que o cacaueiro precisa da sombra de árvores e da polinização de insetos para se desenvolver, e colocou como meta obter todo o cacau de áreas de cultivo sustentável. A marca de produtos de limpeza ecológicos Frosch (quer dizer rã em alemão), investe na vegetação das margens de rios europeus para garantir a preservação das rãs - o bicho é um indicador da alta qualidade da água. A brasileira Centroflora, que produz extratos botânicos para a indústria farmacêutica, cosmética e de alimentos, incentiva a produção orgânica de ervas e a extração sustentável da biomassa na sua cadeia de abastecimento. A biodiversidade começa a entrar nas planilhas de gestão das empresas.

Manual - Exemplos como esses foram descritos em um manual de gestão da biodiversidade produzido pelo governo alemão e publicado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA). É uma iniciativa que conta casos de sucesso, no mundo dos negócios, de empresas que lidam com a diversidade biológica e será discutido por empresas em reunião em São Paulo, na segunda-feira. Trata-se, também, de dar corpo a uma lei que preserve a biodiversidade brasileira, garanta seu acesso e a divisão dos benefícios que surgirem de seu uso. 

Plano nacional - O que se pretende é construir um plano nacional sobre o que ficou decidido em 2010, em Nagoya, no Japão, durante a conferência internacional sobre biodiversidade das Nações Unidas. Ali foram definidas metas para preservar e garantir o uso sustentável dos recursos naturais e, agora, cada país tem que definir suas estratégias. Até novembro, o governo quer encerrar a rodada de diálogos com os diversos setores da sociedade para discutir a questão.

Setor empresarial - O setor empresarial é dos mais ativos. Entre as principais propostas do Movimento Empresarial pela Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade (MEB), lançado em 2010 por um conjunto de 65 empresas e organizações, está a criação de um fórum nacional que tenha a biodiversidade como mote. A inspiração vem do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, ligado à Presidência da República e com representação de ministérios, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, setor produtivo. "Queremos reproduzir esta arquitetura política para a biodiversidade", diz Caio Magri, gerente-executivo de políticas públicas do Ethos, instituto que responde pela secretaria-executiva do MEB. 

Aprimoramento - O MEB foi criado em 2010 por um grupo de empresas que esperam "aprimorar a agenda do governo da biodiversidade e cobrar políticas públicas", diz Magri. Ali há nomes como Natura, Unilever, Suzano, Walmart, Klabin e Vale ao lado de WWF-Brasil, Instituto Socioambiental (ISA), Fundação Getulio Vargas, Conservação Internacional (CI), Instituto Ipê e outros. 

Diálogo - Construir um plano nacional sobre o uso e a preservação da biodiversidade não é simples. "As empresas tem uma visão, os povos da floresta têm outra, a academia, outra ainda", diz Magri. "Temos que chegar a um projeto dialogado para conseguir consenso e dizer o que o Brasil quer." (Valor Econômico)

 

IPEA: Renda do brasileiro cresceu 28% de 2004 a 2009

A política social teve papel central na redução da desigualdade social e fez com que a renda média do brasileiro crescesse 28% e a desigualdade caísse 5,6% de 2004 a 2009. A conclusão é de um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão ligado ao governo federal, que foi divulgado nesta quinta-feira (15/09).

Coeficiente Gini - ''No período 2004-2009, a desigualdade na distribuição de renda entre os brasileiros, medida pelo coeficiente de Gini, diminuiu 5,6% e a renda média real subiu 28%. Essa evolução na distribuição de renda foi, em grande parte, motivada pelo crescimento econômico e a geração de empregos'', aponta o levantamento. 

Transformações sociais - O estudo '''Mudanças recentes na pobreza brasileira'' aborda as transformações sociais provocadas pela redução na desigualdade de renda de 2004 até 2009. As mudanças demográficas e o lento aumento da escolaridade da população adulta também foram apontados como causas da melhora dos indicadores, segundo o estudo. Durante o período analisado, a parcela da população brasileira vivendo em famílias com renda mensal igual ou maior do que um salário mínimo per capita subiu de 29% para 42%, passando de 51,3 a 77,9 milhões de pessoas.

Divisão - Mesmo com a melhora, em 2009, ainda havia 107 milhões de brasileiros vivendo com menos do que R$ 465 per capita mensais. Usando os critérios para concessão de benefícios do Programa Bolsa Família, as pessoas com essa renda podem ser divididas em três estratos de renda. Extremamente pobres, que, em 2009, tinham renda até R$ 67 mensais; os pobres, com renda entre R$ 67 e R$ 134; e os vulneráveis, com renda entre R$ 134 e R$ 465. 

Paraná - O professor do curso de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Carlos Magno Bittencourt, disse que o Paraná seguiu a mesma tendência nacional de aumento da renda. Ele destacou que, no Estado, um fator que contribuiu para isso foi a criação do salário mínimo regional. Bittencourt ressaltou que o crescimento da economia como um todo, os programas sociais e a política econômica do governo federal durante a crise de 2008, foram determinantes para elevar a renda da população. Além disso, o Programa Universidade para Todos (ProUni) permitiu que mais jovens frequentassem pudessem frequentar a universidade, o que aumenta a qualificação profissional e, por consequência, a renda. No período de 2004 a 2009 também houve mais abertura de empregos.

Continuidade - Ele acredita que a renda deve continuar a crescer nos próximos anos com a política da presidente Dilma Rousseff de combate à miséria, o que deve dar mais acesso ao consumo a uma parcela maior da população.

Pobreza extrema - O estudo do Ipea também indicou que cerca de 6,3 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema no país entre 2004, quando o Bolsa Família foi criado, e 2009. Em 2004, eram 15 milhões de brasileiros na miséria -quem ganha R$ 67 mensais ou menos, de acordo com o critério adotado. Em 2009, o dado baixou para a 8,7 milhões. (Folha de Londrina, com Folhapress)

 

SESCOOP/PR: Confira a programação de eventos organizados pelas cooperativas

Vários eventos estão sendo promovidos pelas cooperativas em todas as regiões do Estado, com apoio do Sescoop/PR. Clique aqui e confira a programação. 

   
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